E fez-se luz....
Já tinha calcorreado, a passo, perdoem-me a redundância, aquelas ruas. Ja tinha ouvido falar de tão majestoso e dispendioso edifício. Mas já lá vão uns anos e fui-me esquecendo da verdadeira utilidade da caixa disforme e sem telhado visível. De longe parecia uma parede de escalada de grau de dificuldade elevado. De perto, era apenas um half pipe para a putalhada que se reúne por lá durante a tarde, munida de skates e patins em linha, e que usufrui o melhor que sabe do piso exemplar e com desníveis acentuados. Portanto, para mim aquilo não era mais do que um parque radical. Skates, patins, escalada...
Mas não. Ontem, quando passava nas redondezas foi-me distribuido um panfleto onde estava descrita a verdadeira funcionalidade, bem como a resposta ao meu problema de falta de estacionamento. Aquele edifício em forma de caixa, atropelada por dois camiões, ao mesmo tempo e em sentidos opostos (só dava assim), a que chamam Casa da Música, é a cobertura do novo parque de estacionamento da Boavista. E que parque. Asseado, seguro e acessível. Ora aí está a verdadeira utilidade de tão dispendioso empreendimento.
E já que falamos de dar música, será que não podemos também falar em Metro da Música. Casa da Música, Metro da Música. Ai S. João, S. João.
Deixemo-nos de más linguas.
O novo Parque de Estacionamento subterrâneo também tem um site. www.casadamusica.com.
E vejam lá que até dão lá concertos, e qualquer coisa de uns remiz ensembles. Modernices.
Mas quanto à acústica não sei, mas que é um belo parque de estacionamento disso não tenho dúvidas.
22:00, Sala 2
15 EUR
Louis Sclavis Napoli"s Walls
Mestre na arte do improviso, o clarinetista Louis Sclavis, mexe-se como ninguém no free-jazz. É de ir ver. Espero que não haja muitos carros na plateia.
Há companhia?

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