As cadeiras da sala de espera....
Hoje fui ao dentista.
Escolhi-o a dedo... Percorri as paginas do livro de médicos do meu seguro e escolhi aquele que tinha melhor nome, associado à localização mais cara. Acho que isto é um bom método, ou seja, se o homem é bom em marketing, então deve ser bom dentista, justifica-se... Pois se foi capaz de escolher um nome tão pomposo para uma simples clínica de ortodontologia, de certeza sabe tratar uma cárie. Do mesmo modo, se pode pagar a renda num edificio daqueles, é porque tem freguezes, certo? Também acho.
De facto assim foi. Aquilo é um pequeno luxo... A recepcionista é uma jóia de pessoa. Bem, pronto, eu digo, um rubizito... pronto, por lapidar, vá lá.... mas ainda assim com a simpatia de quem manda alguém para a cadeia, e lava daí as mãos.
A sala de espera, convenientemente decorada ao estilo pós-moderno (digo eu), apesar de n ter janelas, é confortável. Acolhedora, sim senhor, uns belos quadros, com ar de terem sido escolhidos pelo preço e nunca pelo bom gosto, umas belas cadeiras, num aço escovado retorcido pós modernista, (sem ser de vanguarda). Vê-se que são obra de designer convencido, e como em todo lado, as revistas cor-de-rosa em versões, todas elas actualizadas. Sentei-me.
O mobiliário, recebe bem o corpo e, confortavelmente fodem as costas a um gajo. Dass, que guinada. Devia ser proibido. Até fui à entrada ver se estava no sítio certo, não fosse aquilo a sala de tortura. Se calhar é uma espécie de dor introdutória, para nos preparar para o que vai acontecer lá dentro. Ou se calhar estavam ao contrário. Pois, é frequente esta malta do desenho pensar que um gajo sabe o que lhes vai na mona.
Para os mais piadéticos devo dizer que as cadeiras não tinham pernas, ok? Daí que qd me sentei, blá, blá, vocês entendem.
O tempo passado na sala de espera é sempre uma "coisa de valor", como diz a menina dos chocolates... Depois de resolvido o problema das cadeiras resolvi pegar numa daquelas revistas. (Também tenho o direito de me rir, certo?)
Por entre panfletos com coisas terríveis como fotografias de dentes amarelados pelo café e cigarros descobri o que há muito esperava. Pelo menos de forma legal. Existe uma coisa (um gás) que nos põem no nariz e que permite afastar o medo de dentistas. Resolvi experimentar. Valeu a pena. Amanhã volto lá. Foi um fartote. amanhã volto lá. Não me sentia assim desde que resolvemos acender 4 charros dentro de um carro com os vidros fechados... MUITO BOM.... Não sei se vos disse, mas amanhã volto lá.
Depois de duas inalações bem medidas entrei...
É engraçado a forma como ele tenta fazer conversa connosco. Como se não bastassem os dois tubos de aspiração, um berbequim , dois dedos da enfermeira, e uma cena de algodão dentro da boca ainda somos obrigados a responder para não fazer má figura.
Por falar em enfermeira. Não sei se foi do gás mas ela era mesmo boa. Também pode ter sido por ter repousado uma mama no meu ombro, mas não tenho a certeza, quando lá voltar (amanhã) vou tentar relatar-vos os pormenores.

2 Comments:
Esse metodo de selecção...Tenho as minhas duvidas...dava 1a bela reflexão capaz de causar alguns agrafamentos...Mas a ida ao dentista é como ir à cabeleireira...primeiro a antecamara da tortura, depois a tortura e finalmente saimos de lá com uma auto estima do caraças ( quer dizer...depende...se levamos anestesia e saimos com a boca torta é como ir fazer madeixas loiras e sair com as raízes pretas...) e com uma cultura geral a cima da média!!! A propósito: o Batanete ja comeu a Rute Marques???
E pronto...falando em cadeiras...pelos vistos ja começaram as politicas sociais e de fomento do crescimento, o veradeiro plano tecnologico...a Dança das Cadeiras!!!!na EPAL e noutros brusts mais que tais o agrafamento é total!!!! Que surpreendente, não!???!!!!Isto é que se chama..."Uma Política de valor!!!!"...Até me agrafo!!!!
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