quinta-feira, julho 28, 2005

Soares garante que está a pensar

Soares garante que está a pensar

Presidenciais: Jovens saudaram ex-presidente com "Soares é fixe". Socialista admite já ter feito contactos

"Soares é fixe!". O antigo "slogan" na campanha eleitoral de Mário Soares para as presidenciais de 1986 voltou ontem a ecoar na Figueira da Foz, onde até ao final do mês decorre o acampamento de Verão dos jovens socialistas europeus, o ECOSY 2005.Largas centenas de jovens socialistas, portugueses e estrangeiros, esperavam o antigo presidente da República, que foi recebido em ambiente apoteótico. Mas Soares apenas disse "Estou a reflectir (sobre uma eventual candidatura a Belém) e hei-de responder numa altura oportuna". Aos jornalistas, o ex-chefe de Estado admitiu já ter contactado alguns sectores "políticos, sociais, económicos e culturais" da sociedade portuguesa. "Tenho tido muitos apoios de todos os sectores, mas isso ainda não chega. Preciso de todos os elementos para avançar" afirmou, sem quer contudo especificar a que "elementos" se referia.Acerca da possibilidade de anunciar a candidatura em Setembro, apenas afirmou"Não estou apressado. Não tenho prazo definido para decidir se concorro ou não".Questionado sobre se o PS deveria ter lançado antes o seu nome como eventual candidato, Soares foi peremptório "Eu disse sempre que não queria voltar a concorrer. Foi preciso que houvesse realmente muitas falhas (interna do PS) para eu depois ponderar uma eventual candidatura".

segunda-feira, julho 25, 2005

Presidência aberta

«Mário Soares está a ser fortemente pressionado por diversos sectores para protagonizar uma candidatura presidencial com capacidade de federar a esquerda. Fontes que lhe são próximas garantem que o antigo Chefe do Estado e fundador do PS "não é pessoa de ser insensível a tudo isto e ao País"e que por isso está a avaliar a situação. Soares, que tem 80 anos, continua a dizer que "não quer" avançar para Belém, mas a vaga de fundo ao seu redor pressiona-o a aceitar cumprir um mandato de cinco anos. A situação à esquerda precipitou-se nos últimos tempos. Nomes como Guterres e Vitorino afastaram-se e a disponibilidade manifestada por Freitas e Manuel Alegre não fez diminuir, pelo contrário, as pressões sobre Mário Soares. Esta candidatura é vista como a única forma de se conseguir "barrar o caminho" a Cavaco Silva. E até o timing para o anúncio já está a ser traçado no final do Verão, antes das eleições autárquicas, e antes do prazo definido pelo próprio Cavaco para avançar.»
in Diário de Notícias

Aqui se vê a mesquinhez de certas mentes. Avançar não com um projecto, mas contra uma pessoa.

«O primeiro-ministro, José Sócrates, reiterou hoje indirectamente o seu apoio a uma candidatura de Mário Soares à Presidência da República, sublinhando que "o que tinha a dizer está dito".
Em declarações ao "Jornal de Notícias", publicadas ontem, José Sócrates afirmou que Mário Soares terá todo "o apoio no PS e no país" se estiver disponível para se candidatar às presidenciais de Janeiro de 2006.
"O que é que acham? Que eu ia desmentir o que eu disse?", afirmou José Sócrates, quando questionado pelos jornalistas sobre estas afirmações, à entrada para uma visita ao Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.»
in Público

Este comentário sobre desmentidos até parece mentira! Mas foi mesmo o que ele disse.

«Quando vierem para cima da mesa as posições ultra-radicais de Soares, expressas nos últimos anos, em directa contradição com as posições do PS, perceber-se-á porque razão digo que Soares é a certeza, insisto, a certeza, da instabilidade política para o governo actual. Não é só a natureza das posições de Soares, é o dogmatismo e a irritabilidade com que as defende. Soares na Presidência não actuará contra o PS, porque tem uma cultura jacobina de partido, mas será frontalmente contra “este” PS. Só não vê quem não quer ver.»
Pacheco Pereira in www.abrupto.blogspot.com

«Uma candidatura de Mário Soares apresenta várias vantagens. Por um lado, contra Cavaco Silva, este tacticista político que se tem vindo a recobrir de um véu de professor severo, ausente e moralista, Soares não teria dificuldades em desmascarar a figura. Por outro lado, Soares tem neste momento a idade e a sabedoria necessárias para se colocar acima de um determinado nível de confronto e isso só tornaria a própria campanha eleitoral mais digna, acompanhando uma nova ideologização do discurso político, que tem estado reduzido ao pragmatismo da calculadora, quando não do lápis atrás da orelha. Soares seria também o melhor presidente para acompanhar um governo de Sócrates, de quem não foi apoiante, que tem por missão essencial preparar o País para as próximas décadas e fazê-lo assumir inquestionavelmente um percurso de desenvolvimento. Mário Soares, que se vê, e legitimamente, como "pai da democracia", sabe que o seu legado político e moral ficaria incompleto se, podendo intervir, ficasse a ver à janela um País adiado.»
Miguel Romão in A Capital


Campanha eleitoral mais digna? Tacticista? Desmascarar a figura?Ahahahahahahahahahahahahahah!!! LOL!!!

E a paz no mundo aqui tão perto...

segunda-feira, julho 18, 2005

Aprenda a falar de economia em 3 minutos ou devolvemos o seu dinheiro

Este post destina-se a todos aqueles que querem fazer boa figura numa conversa de café em que o tema é a economia ou algo relacionado, mas não estão dispostos a perder mais que três minutos a estudar a ciência. Seguem-se algumas frases de figuras públicas, todas elas muito recentes. Servem para ilustrar o método de aprendizagem.

1º passo: Dizer o óbvio.

“A questão da despesa pública não é apenas um problema orçamental. Trata-se de um problema muito sério que condiciona fortemente a evolução da economia portuguesa.”
Mira Amaral

Alguma dúvida até agora?

2º passo: Dizer algo irrefutável.

“A recuperação da competitividade implica uma nova estrutura de produção e uma nova atitude do Estado, dos empresários e dos trabalhadores.”
Teodora Cardoso

Quem pode discordar desta afirmação? Esta mulher é um mister. - Se já lhe viram a cara percebem do que falo.- Todos concordamos que a Dra. Ferreira Leite poderia muito bem ter dito esta frase, certo? Agora imaginem o Dr. Francisco Louçã no final de um comício no Casal Ventoso, em que defende a construcção de uma sociedade pan-europeia baseada nas conquistas sociais da Coreia do Norte, terminar o seu discurso em apoteose com a frase “A recuperação da competitividade implica uma nova estrutura de produção e uma nova atitude do Estado, dos empresários e dos trabalhadores.”. Fica bem, não fica? Não destoa.

3º passo: Dizer algo ininteligível.
(Só chega tão longe quem é incapaz de dominar a conversa nos passos anteriores. É a derradeira hipótese para os bananas pseudo-intelectuais desta nossa terra.)

“O turismo tem que se desenvolver a partir da consideração de todas as relações inter-sectoriais que se estabelecem e da afirmação de uma identidade e de uma marca portuguesa da oferta.”
Jorge Sampaio

O meu comentário é tão somente “Hã!?”. E podem citar-me. Pode à primeira vista parecer uma frase inteligente, mas quem a ler três vezes de seguida apercebe-se de que nada significa.

Uma recomendação final…
Evite entrar em contradição consigo próprio. A não ser que tenha mesmo que ser. Nesse caso, siga o seu instinto e faça como o cronista do Jornal de Negócios António Mendonça.


“Com efeito, o que parece faltar à política económica que tem sido praticada nos últimos anos é uma ideia clara de para onde se quer ir como país e como economia(…)

(Dois parágrafos depois e muita letra discorrida)

“Uma primeira preocupação deve ser a procura de centralidade no contexto europeu e global (...) e criar factores que dêem visibilidade ao país e, sobretudo, que o tornem importante no contexto das relações económicas internacionais. Esta centralidade passa necessariamente pela procura do reforço das relações com o exterior da Europa, designadamente com a América do Norte e, em especial, passa pela exploração do potencial que está associado à criação de um espaço de integração económica lusófona, para já no triângulo atlântico da África e do Brasil, mas também com projecção para a Ásia, em direcção à Índia e à China.”

Ou seja, ter a ideia clara de que é para ir a todas. Sim senhor. Quem fala assim não é gago…

quinta-feira, junho 30, 2005

Desculpem, mas aqui não há plágios...

É um pouco extenso mas é em "português" e muito levezinho. Vale mesmo a pena... Ah, e não tem nada a ver com défices, mas sim com o BE e o arrastão.

http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=261397

Velhinha sim, mas vale a pena ler...

Contra arrastão!!!

Portugal nuclear

Central nuclear em Portugal representa investimento de 3,5 mil milhões

Patrick Monteiro de Barros apresentou hoje o projecto para construir uma central de energia nuclear em Portugal, num investimento estimado em 3,5 mil milhões de euros, que seria totalmente suportado por investidores privados. A central terá uma capacidade de produção de 1.700 MW, que fará dela a maior a nível nacional, e seria financiada através de «project finance».
O empresário português, que foi accionista da Galp e controla actualmente 2% do capital da PT, garante ter muitos interessados neste investimento, mas não quis revelar nomes, acrescentando que só o fará «quando passarem o cheque». Está em causa a criação de um consórcio com investidores nacionais e institucionais em linha com o modelo da Petrocontrol criado para a privatização da Petrogal, esclareceu Monteiro de Barros, que foi um dos investidores.
O projecto vai ser apresentado em breve ao Governo e Monteiro de Barros reconhece que a decisão do Executivo será soberana em relação a esta intenção de investimento. O Programa do Governo não prevê a energia nuclear e o pacote para o sector que está a ser preparado pelo Ministério da Economia também não deve contemplar esta opção.
A subida dos preços dos combustíveis ligados à produção de electricidade, o gás natural e o carvão, e a necessidade de tornar a economia portuguesa mais competitiva, foram os argumentos apresentados por Patrick Monteiro de Barros, numa apresentação onde esteve acompanhado por Sampaio Nunes, secretário de estado da Ciência e Inovação do anterior Governo de Santana Lopes. O empresário não é contra as energias renováveis, mas lembra que são mais caras e que o seu actual preço não é competitivo, pelo que podem ser apenas complementares.
700 postos de trabalho e 12% de incorporação nacional
Este investimento irá induzir a criação de 600 a 700 postos de trabalho directos e os promotores pretendem uma incorporação nacional elevada na sua construção, embora reconheçam que a tecnologia será estrangeira. Para já, e sem contrapartidas, a incorporação nacional neste projecto ronda os 12% e prende-se sobretudo com a construção civil.
Em termos de tecnologia, Monteiro de Barros refere a terceira geração de centrais nucleares que tem vindo a ser desenvolvida em França e que é a aplicada nos projectos mais recentes deste país, um liderado pela EDF e outro por um consórcio internacional, e na Finlândia.
Outra mais valia em termos de competitividade é a existência de matéria-prima em Portugal, o urânio, cuja exploração foi suspensa no início da década devido à depressão dos preços. A exploração das reservas da Urgeiriça poderia ser retomada com este projecto, defende.
O projecto permitiria também equilibrar a balança de pagamentos, reduzindo a importação de energia fóssil necessária à produção eléctrica, e ainda pelo facto de Portugal passar a exportar electricidade.
Outro argumento usado a favor do projecto é que, de acordo com os promotores irá permitir a Portugal cumprir as metas de Quioto para 2012 em matéria de redução de emissões, a partir de um cenário de construção total de sete anos, que envolveria uma decisão rápida, no prazo máximo de um ano
Segundo as contas apresentadas, a central poderia reduzir as emissões em oito milhões de toneladas ano, caso substituísse as unidades eléctricas a carvão e em quatro milhões de toneladas em caso de produção a gás natural.
Questionado sobre a possível localização, Monteiro de Barros diz que há várias possibilidades que estão em estudo e que o critério de decisão será técnico. A proximidade de água e a disponibilidade de ligação à rede eléctrica são dois critérios fundamentais para esta decisão, mas o empresário não quer revelar para já os locais estudados.
No início dos anos 80 Portugal chegou a estudar a construção de uma central nuclear em Ferrel, uma localidade na zona de Peniche, mas o projecto foi abandonado sob uma forte contestação popular.
in Jornal de Negócios 30/06/05

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Manuel Pinho diz central nuclear é opção a pensar

Manuel Pinho considera muito importante o tema da energia nuclear e admite que se «pode pensar nesta opção». O ministro da Economia e Inovação foi questionado após o Conselho de Ministros sobre o projecto do empresário Patrick Monteiro de Barros para construir uma central nuclear.
O ministro diz que este assunto tem de ser discutido com a máxima seriedade mas que não justifica a tomada de decisões urgentes de curto prazo.
No projecto que hoje apresentou, Monteiro de Barros sublinhou que se houvesse uma decisão rápida sobre este investimento ainda seria possível a Portugal cumprir as metas de redução de emissões definidas no Protocolo de Quioto até 2012.
in Jornal de Negócios 30/06/05

quarta-feira, junho 29, 2005

Eu sei que está em Japonês

Eu sei que está em japonês mas pensei:"que raio, se eu domino na perfeição esta lingua mais alguém deste pequeno grande país há-de entender..."
Foi uma das melhores crónicas que já li sobre o défice japonês, aprecio de sobremaneira o tom divertido e critico do autor.

Para quem não está familiarizado com a lingua nada como tirar um cursito, 30 horas bastam para se ficar com muitas "luzes" sobre esta magnifica lingua...
http://www.tecla.pt/porto/cursos/japones.html


E não se esqueçam:
想进行国际交流!

大本山永平寺

曹洞宗的大本山是日本众人所知,屈指可数的修行道场。现有200多名行脚憎在那里修行。为纪念《源氏物语》的作者"紫式部",所建造了在全国都很少见的寝殿公园。它再现了当时平安时代贵族们的住居及庭园风趣
自古以来以海产品等为主要干道的「鲭街道」。其中作为投宿地而繁荣的熊川旅馆仍然保持着古时白墙格子窗的街景。
至今大野还保留着战国时期城下町的风景。约700米的道路上并列着各宗派的寺院,可浏览时光的流逝。
无人岛被碧绿的敦贺湾,白色的沙滩包围着,那里是海上运动的集中地,如想体验其海上运动,可以渡船过去。
为纪念《源氏物语》的作者"紫式部",所建造了在全国都很少见的寝殿公园。它再现了当时平安时代贵族们的住居及庭园风趣
全长44米宽1。3米,用蔓草制成的吊桥。从上面可俯首美丽的小溪。
通行费日

terça-feira, junho 28, 2005

E fez-se luz....

Já tinha calcorreado, a passo, perdoem-me a redundância, aquelas ruas. Ja tinha ouvido falar de tão majestoso e dispendioso edifício. Mas já lá vão uns anos e fui-me esquecendo da verdadeira utilidade da caixa disforme e sem telhado visível. De longe parecia uma parede de escalada de grau de dificuldade elevado. De perto, era apenas um half pipe para a putalhada que se reúne por lá durante a tarde, munida de skates e patins em linha, e que usufrui o melhor que sabe do piso exemplar e com desníveis acentuados. Portanto, para mim aquilo não era mais do que um parque radical. Skates, patins, escalada...

Mas não. Ontem, quando passava nas redondezas foi-me distribuido um panfleto onde estava descrita a verdadeira funcionalidade, bem como a resposta ao meu problema de falta de estacionamento. Aquele edifício em forma de caixa, atropelada por dois camiões, ao mesmo tempo e em sentidos opostos (só dava assim), a que chamam Casa da Música, é a cobertura do novo parque de estacionamento da Boavista. E que parque. Asseado, seguro e acessível. Ora aí está a verdadeira utilidade de tão dispendioso empreendimento.

E já que falamos de dar música, será que não podemos também falar em Metro da Música. Casa da Música, Metro da Música. Ai S. João, S. João.

Deixemo-nos de más linguas.

O novo Parque de Estacionamento subterrâneo também tem um site. www.casadamusica.com.
E vejam lá que até dão lá concertos, e qualquer coisa de uns remiz ensembles. Modernices.

Mas quanto à acústica não sei, mas que é um belo parque de estacionamento disso não tenho dúvidas.


22:00, Sala 2
15 EUR
Louis Sclavis Napoli"s Walls
Mestre na arte do improviso, o clarinetista Louis Sclavis, mexe-se como ninguém no free-jazz. É de ir ver. Espero que não haja muitos carros na plateia.

Há companhia?

terça-feira, junho 21, 2005

Uma longa interrogação

“mas teoria económica, não passa disso mesmo, tens que ter isso em atenção
na prática existem especificidades que influenciam de forma distinta as variáveis
este vai ser o meu comentário
loll
mm sem ler”
drseven (22/06/04)


Este é um excerto de uma conversa entre mim e o professor numa sessão de Messager antes de um muito desiquilibrado joguito de damas que o aluno perdeu. Apenas tenho a dizer que a Economia é uma ciência social, mas não deixa de ser uma ciência - segue o método descartesiano de formulação teórica, teste e observação de resultados. Os factos estilizados de Kaldor ou mesmo a econometria são disso exemplo.

Acho piada quando na televisão, rádio e imprensa escrita aparece toda a gente a dar bitaites sobre economia. Eles são juristas, jornalistas, psicólogos e historiadores. Há de tudo, tirando economistas, é claro. Eu cá acho que "cada macaco no seu galho" é que é bom. Mas posso estar errado. Isto pode ser uma coisa boa. Mas aguardo com alguma expectativa o dia em que no telejornal irá a dra. Manuela Ferreira Leite explicar o inovador método na construção de uma nova ponte sobre o Tejo ou o prof. Érnani Lopes aprofundar os avanços tecnológicos que permitiram a fusão nuclear...

As pessoas não gostam de tecnocratas. Até o nome assusta. E os media, por arrasto, não gostam do que os consumidores não gostam. Os tecnocratas são aborrecidos e não dão audiências. Tal como um adepto de futebol compra o jornal desportivo que mais bem diz do clube do coração, também os telespectadores ligam apenas ao que querem ouvir. E isso reflecte-se na qualidade de informação disponível. Daí a importância de uma forte e independente Alta Autoridade para este meio.

Eu gosto de tecnocratas. Os tecnocratas dão números e oferecem uma interpretação. Os políticos vendem sonhos. Cada novo primeiro-ministro diz que isto está uma merda e que vai ser ele a pôr a casa em ordem. É só preciso acreditar nele e na sua política. E então lá vêm eles dar a extrema unção ao país e oferecer o perdão pelos nossos pecados. É só fazer penitência (apertar o cinto) e a salvação está garantida. Eu no governo quero governantes. Se quiser actos de fé vou à Igreja. E ainda para mais esta nova religião está cheia de padres hipócritas: Faz o que eu digo, não o que eu faço.

Há quem diga que sou pessimista e que o meu copo está meio vazio. Mais de metade da população portuguesa acredita que um défice orçamental é, em si mesmo, uma coisa boa. "Afinal de contas, injecta dinheiro na economia... A gestão da conjuntura suaviza o ciclo económico." Qual foi o último ano em que Portugal apresentou um orçamento equilibrado? Política conjuntural? A mim parece bem estrutural!!! Quais são os países europeus com melhores índices de competitividade? Quais são os respectivos défices orçamentais? Quem se interessar que procure...

A estupidez é definida como o repetir os mesmos erros vezes sem conta sem nunca mudar de procedimento. Algum dia aprenderemos? E se sim, quando será o corte? Com os défices, com os políticos, com o passado. Para quando os amanhãs que cantam?

Tutorial para o outro post

O post "A quem se interessar por défices orçamentais" é uma muito breve (acreditem!) introdução à problemática dos défices orçamentais nacionais e destina-se a informar todos aqueles que não dispõem de formação económica. Não recomendo, a quem não esteja por dentro da matéria que leia o post todo, até pela língua, para já nem falar na extensão do texto, claramente exagerado para um blog desta natureza. Por isso tive o cuidado de seleccionar e pôr a negrito uma série de frases que considero resumirem de forma adequada a totalidade do documento.

Isto não invalida, é claro, que os interessados leiam todo o texto para melhor compreender a temática. Mas já me dava por satisfeito se lessem apenas o texto a negrito...

A quem se interessar por défices orçamentais...





O modelo IS/LM

The IS/LM model, first developed by Sir John Hicks and Alvin Hansen, has been used from 1937 onwards to summarize a major part of Keynesian macroeconomics. It can be presented as a graph of two intersecting lines in the first quadrant.The abscissa represents national income or real gross domestic product (PIB) and is labelled Y. The ordinate represents the interest rate, r. The graph thus represents the interface between the "real" and the "monetary" parts of the economy.The IS schedule is drawn as a downward-sloping curve. The initials IS stand for "Investment/Saving equilibrium" but since 1937 have been used to represent equilibrium in the product market, where total spending (Consumer spending + planned private Investment + Government purchases + net exports) equals an economy's total output and income. To keep the link with the historical meaning, the IS curve can represent the equilibrium where total private investment equals total saving, where the latter equals consumer saving plus government saving (the budget surplus) plus foreign saving (the trade surplus). Either way, in equilibrium, all spending is desired or planned; there is no unplanned inventory accumulation (i.e., no general glut of goods and services). The level of real PIB (Y) is determined along this line for each interest rate.Thus the IS schedule is a locus of points of equilibrium in the "real" (non-financial) economy. Given expectations about returns on fixed investment, every level of interest rates (r) will generate a certain level of planned fixed investment and other interest-sensitive spending: lower interest rates encourage higher fixed investment and the like. Income is at the equilibrium level for a given interest rates when the saving consumers choose to do out of that income equals investment (or, more generally, when "leakages" from the circular flow equal "injections"). A higher level of income is needed to generate a higher level of saving (or leakages) at a given interest rate. Alternatively, the multiplier effect of an increase in fixed investment raises real PIB. Either way explains the downward slope of the IS schedule. In sum, this line represents the line of causation from falling interest rates to rising planned fixed investment (etc.) to rising national income and output.The LM schedule is an upward-sloping curve representing the role of finance and money. The initials LM stand for "Liquidity preference/Money supply equilibrium" but is easier to understand as the equilibrium of the demand to hold money as an asset and the supply of money by banks and the Central Bank. The interest rate is determined along this line for each level of real PIB.Rising PIB (Y) implies an increased transactions demand for money and liquidity preference. With a given and inelastic money supply curve, the equilibrium interest rate (r) rises. This explains the upward slope of the LM curve.The point where these schedules intersect represents a short-run equilibrium in the real and monetary sectors (though not necessarily in other sectors, such as labor markets). In IS/LM equilibrium, both product markets and money markets are in equilibrium. Both the interest rate and real PIB are determined.

Consequências de uma política orçamental expansionista

One Keynesian hypothesis is that a government's deficit spending has an effect similar to that of a lower saving rate or increased private fixed investment, increasing the amount of aggregate demand for national income at each individual interest rate. An increased deficit by the national government shifts the IS curve to the right. This raises the equilibrium interest rate (from r1 to r2) and national income (from Y1 to Y2), as shown in the graph above.

The graph indicates one of the major criticisms of deficit spending as a way to stimulate the economy: rising interest rates lead to crowding out – i.e., discouragement – of private fixed investment, which in turn may hurt long-term growth of the supply side (potential output). Keynesians respond that deficit spending may actually "crowd in" (encourage) private fixed investment via the accelerator effect, which helps long-term growth. Further, if government deficits are spent on productive public investment (e.g., infrastructure or public health) that directly and eventually raises potential output.The IS/LM model also allows for the role of monetary policy. If the money supply is increased, that shifts the LM curve to the right, lowering interest rates and raising equilibrium national income.

Despesa pública

Even though households and companies often engage in deficit spending, it is typically only when the government does so that it sparks a controversy. Like other institutions, governments operate on a budget -- or try to do so. When the expenditures of a government (its purchases of goods and services, plus its tranfers (grants) to individuals and corporations) are greater than its tax revenues, it creates a deficit in the government budget. When tax revenues exceed government purchases and transfer payments, the government has a budget surplus (as in the late 1990s in the United States).Following John Maynard Keynes, many economists recommend deficit spending in order to moderate or end a recession, especially a severe one. When the economy has high unemployment, an increase in government purchases create a market for business output, creating income and encouraging increases in consumer spending, which creates further increases in the demand for business output. (This is the multiplier effect). This raises the real gross domestic product (PIB) and the employment of labor, all else constant lowering the unemployment rate. (The connection between demand for PIB and unemployment is called Okun's Law.) Cutting personal taxes and/or raising transfer payments can have similar expansionary effects, though most economists would say that such policies have weaker effects on aggregate demand. On the other hand, if supply-side (non-Keynesian) effects are brought into consideration, which method has a better stimulative economic effect is a matter of debate.The increased size of the market, due to government deficits, can further stimulate the economy by raising business profitability and spurring optimism, which encourages private fixed investment in factories, machines, and the like to rise. This accelerator effect stimulates demand further and encourages rising employment.Similarly, running a government surplus or reducing its deficit reduces consumer and business spending and raises unemployment. This can lower the inflation rate. Any use of the government deficit to steer the macro-economy is called fiscal policy.A deficit does not simply stimulate demand. If private investment is stimulated, that increases the ability of the economy to supply output in the long run. Also, if the government's deficit is spent on such things as infrastructure, basic research, public health, and education, that can also increase potential output in the long run. (These are public goods which are very unlikely to be provided by private initiatives.) Finally, the high demand that a government deficit provides may actually allow greater growth of potential supply, following Verdoorn's Law.There is, however, a danger that deficit spending may create inflation -- or encouraging existing inflation to persist. (In the United States, this is seen most clearly when Vietnam-war era deficits encouraged inflation.) This is especially true at low unemployment rates (say, below 4% unemployment in the U.S.). But government deficits are not the only cause of inflation: it can arise due to such supply-side shocks as the "oil crises" of the 1970s and inflation left over from the past (inflationary expectations and the price/wage spiral). There must also be enough money circulating in the system to allow inflation to persist -- so that inflation depends on monetary policy.

A government deficit also impacts the economy through the loanable funds market. When there isn't enough tax money to cover outlays, the government must borrow. This increases the demand for loanable funds and thus (ignoring other changes) pushes up interest rates. Rising interest rates can "crowd out" (discourage) fixed private investment spending, cancelling out some or even all of the demand stimulus arising from the deficit -- and perhaps hurting long-term supply-side growth. But increased deficits also raise the amount of total income received, which raises the amount of saving done by individuals and corporations and thus the supply of loanable funds, lowering interest rates. Thus, crowding out is a problem only when the economy is already close to full employment (say, at about 4% unemployment) and the scope for increasing income and saving is blocked by resource constraints (potential output). It should be noted that despite a government debt that exceeded PIB in 1945, the U.S. saw the long prosperity of the 1950s and 1960s. The growth of the "supply side", it seems, was not hurt by the large deficits and debts.A government deficit leads to increased government debt (often confusingly called the "national debt" or the "public debt"). In the U.S., the government borrows by selling bonds (T-bills, etc.) rather than getting loans from banks. The most important burden of this debt is the interest that must be paid to bond-holders, which restricts a government's ability to raise its outlays or cut taxes to attain other goals. Further, most of the government debt is owned by rich people, so that a rising debt can raise the demand for the funds supplied by the rich, encouraging income inequality.Whether government deficits are good or bad cannot be decided without examining the specifics. Just as with borrowing by individuals or businesses, it can be good or bad. If the government borrows (runs a deficit) to deal with a severe recession (or depression), to help self-defense, or is spent on public investment (in infrastructure, education, basic research, or public health), the vast majority of economists would agree that the deficit is bearable, beneficial, and even necessary. If, on the other hand, the deficit finances waste (pork-barrel projects/"elefantes brancos"), or current consumption, most would recommend tax hikes, transfer cuts, and/or cuts in government purchases to balance the budget. The decision about whether the deficits are good or bad can only be made democratically by an informed public.However, this is rarely the case, because the decisions are made by politicians elected on many different grounds and on the basis of their ability to raise campaign funds. Further, the public generally does not have an adequate economic education, especially since most of the mass media does not consider economic issues very seriously. The public is likely to listen to the bickering of politicos. For example, while the magnitude of deficit spending is often best measured as a proportion of PIB, those uneducated in economics pay attention instead to the absolute numbers of a government deficit. In order to fight this "economic education deficit", groups such as The National Council on Economic Education have been created in the U.S.Not all government deficits are intentional, a result of policy decisions. When an economy goes into a recession (say, due to monetary policy), deficits usually rise, at least in the U.S. and other large, rich, countries: with less economic activity, a relatively progressive tax system implies that tax revenues automatically fall. Similarly, transfer payments such as unemployment insurance benefits and food stamp grants rise.Most economists agree that raising taxes or cutting government spending (or both) is a big mistake in this situation: U.S. President Herbert Hoover made the Great Depression greater by raising taxes (and cutting demand further) in the early 1930s. Instead, he should have relied on the increased deficit to moderate the recession. This is called automatic (or built-in) stabilization. (Similarly, a rise in PIB and employment automatically causes the government deficit to shrink in size, discouraging over-heating and inflation.)Most economists favor the use of automatic stabilization over active or discretionary use of deficits to fight mild recessions (or surpluses to fight inflation). Active policy-making takes too long for politicians to institute and too long to affect the economy. Often, the medicine ends up affecting the economy only after its disease has been cured, leaving the economy with side-effects such as inflation. For example, President John F. Kennedy proposed tax cuts in response to the high unemployment of 1960, but these were instituted only in 1964 and impacted the economy only in 1965 or 1966 and encouraged inflation then, reinforcing the effect of Vietnam war spending. The vast majority of economists are now in favor of monetary policy to replace active use of deficits or surpluses.

Crowding-out

In economics, crowding out theoretically occurs when the government expands its borrowing more to finance increased expenditure or tax cuts in excess of revenue (i.e., is engaged in deficit spending) crowding out private sector investment by way of higher interest rates. It represents one of the major controversies in modern Macroeconomics.Since increased borrowing leads to higher interest rates by creating a greater demand for money and hence a higher "price" (ceteris paribus), the private sector, who is sensitive to interest rates will likely reduce investment due to a lower rate of return, this is the investment that is crowded out. The weakening of fixed investment and other interest-sensitive expenditure counteracts to varying extents the expansionary effect of government deficits. More importantly, a fall in fixed investment by business can hurt long-term economic growth of the supply side, i.e., the growth of potential output.However, this crowding-out effect is moderated by the fact that government spending expands the market for private-sector products and thus stimulates – or "crowds in" – fixed investment (via the "accelerator effect"). This accelerator effect is most important when business suffers from unused industrial capacity, i.e., during a serious recession or a depression.Crowding out of another sort may occur due to the prevalence of floating exchange rates. Government borrowing leads to higher interest rates, which attract inflows of money on the capital account from foreign financial markets into the domestic currency (i.e., into assets denominated in that currency). Under floating exchange rates, that leads to appreciation of the exchange rate and thus the "crowding out" of domestic exports (which become more expensive to those using foreign currency). This counteracts the demand-promoting effects of government deficits but has no obvious negative effect on long-term economic growth.In the United States during the late 1990s, another kind of crowding out of exports occurred: large increases in private fixed investment and consumer spending encouraged high interest rates, a high dollar exchange rate, and hurt exports.Crowding out is most serious when an economy is already at potential output or full employment. Then the government's expansionary fiscal policy encourages increased prices, which lead to an increased demand for money. This in turn leads to higher interest rates (ceteris paribus) and crowds out interest-sensitive spending. At potential output, businesses are in no need of markets, so that there is no room for an accelerator effect. More directly, if the economy stays at full employment gross domestic product, any increase in government purchases shifts resources away the private sector. This phenomenon is sometimes called "real" crowding out.The negative effects on long-term economic growth that occur when private fixed investment are crowded out can be moderated if the government uses its deficit to finance productive investment in education, basic research, at the like. The situation is made worse, of course, if the government wastes borrowed money on such things as "pork belly" projects and tax cuts for the political allies of the current politicians.

Taxa de crescimento potencial do produto

In economics, potential output (also refered to as "natural gross domestic product") refers to the highest level of real Gross Domestic Product output that can be sustained over the long term. The existence of a limit is due to natural and institutional constraints. If actual PIB rises and stays above potential output, then (in the absence of wage and price controls) inflation tends to increase as demand exceeds supply. This is because of the limited supply of workers and their time, capital equipment, and natural resources, along with the limits of our technology and our management skills. Graphically, the expansion of output beyond the natural limit can be seen as a shift of production volume above the optimum quantity on the average cost curve. Likewise, if PIB is below natural PIB, inflation will decelerate as suppliers lower prices to fill their excess production capacity.Potential output in macroeconomics corresponds to one point on the production possibilities frontier (or curve) for a society as a whole seen in introductory economics, reflecting natural, technological, and institutional contraints.Potential output has also been called the "natural gross domestic product." If the economy is at potential, the unemployment rate equals the NAIRU or the "natural rate of unemployment."Generally speaking, most central banks and other economic planning agencies attempt to keep PIB at or around natural PIB level. This can be done in a number of ways: the two most common strategies are expanding or contracting the government budget (fiscal policy), and altering the money supply to change consumption and investment levels (monetary policy).
is-lm Posted by Hello

segunda-feira, junho 13, 2005

Triste...

Vou contar-te uma coisa. Desculpa estar a tratar-te com tanta familiariedade, mas como somos apenas dois a ler este blog, acho que posso dirigir-me a ti desta forma. Não sei quem és, mas não deves ter nada para fazer e isso eu respeito. Também se tivesses alguma coisa para fazer, podias fazer na mesma, só que mais tarde. E quem sabe, por essa altura, podia ser que alguém já o tivesse feito por ti.

O Toy, esse portento mal amado da música portuguesa, que ninguém vê, mas que garanto estar por detrás de muita produção musical, segundo ele próprio comentou, está de volta. Antes de mais, a garantia de que ele anda por aí a produzir e editar outros é dada por ele próprio e pelo facto de, apenas ele, ser capaz de produções tão estridentes e ensurdecedoras como as que se ouvem por aí, nesta altura de festas populares.

Mas o Toy está de volta, e antes não estivesse. Ex-emigrante na Alemanha, este país abriu-lhe os olhos para as oportunidades da vida, e para ele ainda bem. E como oportunidades na vida há poucas, o seu olhar felino para os negócios levou a iniciar as suas cantorias em moldavo. O homem é um poliglota dos purinhos.
A canção chama-se Triste. O que justifica o intérprete. Podia chamar-se outra coisa. Tipo Parvo, ou isso... Mas não. Chama-se Triste. Embora não se conheça ainda a versão portuguesa da letra nem a melodia, consta que se trata de um rearranjo da música Olhos de Água, com letra de uma autobiografia. Triste. Triste.

Pois é, moldavo. Esse grande mercado dos países moldavofonos, (esta palavra é gira), ainda estava por explorar. A ideia principal é também controlar as rádios moldavas (pois moldavas mas não moldas, que eu não quero). A par desta iniciativa, vai surgir também uma rede de clínicas de otorrinolaringologia e de psiquiatria, por forma a explorar os mercados a jusante. No mínimo engenhoso, o plano. É que deve ser uma tortura digna de gente sem coração. Para além de 2 acordes em ré maior, a pronúncia, no mínimo faz perder o uso da razão a qualquer moldavo, mas mesmo daqueles da Moldávia. Triste sem coração. Mas é triste o sofrimento destas gentes que emigraram para o nosso país em busca de melhor futuro, e têm que levar com este gajo.

Mas nem tudo é mau.

Esta medida surgiu da concertação do Ministério da Justiça, com a Secretaria de Estado da Emigração, e tem por fim influenciar alguns moldavos mais dignos a abandonar o nosso país com vergonha. É que esta gente apesar de não parecer, tem conhecimentos musicais acima do próprio Toy. O que pensando bem, não é fácil. Para além disso, o Ministério da Justiça vai incluir a audição, por inteiro, da discografia do Toy a presidiários que estejam em isolamento. Desta forma, e de acordo com o novo corte das despesas públicas, prevê-se que 4 em cada 5 se suicidem, por imolação. O outro que resta, bem... esse infeliz, se conseguiu suportar esta pena, acredita-se que já tenha pago a sua dívida para com a sociedade.

Saí do meu país
À procura de dinheiro
O trabalho era pouco
Dei em pa... Cozinheiro, e estou triiiiiiiste... (era padeiro, vá)

A vida esqueceu-se de mim
Eu esqueci-me da vida
Ao conduzir, fixei os meus olhos em ti(m)*
Tive um acidente, mas só chapa batida, e estou triiiiiiiste...
*(engenharia fónica)

As saudades eram tantas
Dei comigo a sonhar de dia,
Sonhei que caminhava contigo
E que a gente se perdia, e fiquei triiiiste....

E o refrão:
Estou triste. Estava contente mas agora estou triste.
A vida voltou-me as costas, estou triiiiiiiste.....

Fui feliz na minha terra
A vida era boa
Troquei o meu país
Por esta merda de Lisboa, e estou triiiiiste.... (tem piada, ah ha ah)

Tive aulas de canto
E também de música clássica,
A dicção era mais do que perfeita
E este gajo é uma lástima

Refrão (2x)

sexta-feira, junho 03, 2005

Efeitos meteorológicos adversos...


Wim Duisenberg Posted by Hello

Deixou a presidência do BCE com as mais baixas taxas de juro dos últimos 50 anos (2%), entregando- a a Jean-Claude Trichet em 1 de Novembro de 2003. Este foi apenas um apontamento cultural que de nada serve, para o caso, permitindo apenas o enquadramento da juba faustosa deste senhor.

Este senhor que aqui vemos disfarçado de ninho de colibri é o "pai" do euro.
Creio bem, que desde o lançamento da moeda única, o cabelo deste senhor nunca mais viu uma tesoura. Tanto é, que suspeito mesmo do uso daquele tónico capilar Couto dos anos 70, que fazia crescer pêlo na cocuruta de qualquer elemento menos bafejado pelo crescimento do cabelame.

Não digo isto com desdém. Acho até alguma piada e partilho da dificuldade em dominar a crina aparatosa que também brota da meu casquete.

Eram 5 da manhã, 6 na Alemanha. Mas acho que não era em directo. De qualquer forma é difícil negar que o homem estava a saltar da cama, quando lhe puseram uma câmara e "LIVE ON CNN, WITH WIM DUISENBERG."
Rebolou o penico pelo chão fora e a dentadura quase nem teve tempo de descansar no copo efervescente. Pantufa no pé e aí está ele a comentar a queda do euro, que se situa no valor mais baixo desde os últimos 8 meses.

Não admira que o euro caia. Se calhar assustou-se quando viu o "pai", tropeçou e....

Mas há outras teorias para explicar o desconcerto desta potente cabeleira. A que se segue é a mais credível.

Consta, e diz-se à boca pequena, na Alemanha, que para fazer face ao desemprego, a que se viu forçado, e devido a dívidas contraídas pela sua mulher em lojas de bijuteria, este senhor da economia europeia e quiçá da economia mundial, viu-se empurrado para o mercado de trabalho. Arranjou um tachito como freelancer na CNN. Especialista em tumultos metereológicos, ele é. (isto ouvi eu do boca do Yoda).
Ora, a acreditar nestes boatos, este senhor estava a cobrir a época de tufões que assolam as Caraíbas e cuja época oficial começou na quarta-feira. Apanhado por um desses mistérios da Natureza desgovernado, e com ventos ciclónicos da ordem dos muitos quilómetros hora, que não interessa agora precisar, ele foi. (ainda nas palavras sempre sábias do Yoda).
Desnorteado, descalço, e ainda em visível estado de choque, aceitou comentar a queda do euro a pedido de uma vaca que passou a conduzir um tractor, mesmo no olho da tempestade.

Primeiro renunciou:
- Ah estou todo encharcado, e...
A vaca, aos soluços com o tractor, que apresentava sinais de grande fadiga, desligou o motor e retorquiu:
- Muuuuuuuuu.... Pousando as patas sobre o volante, bramiu: Foda-se fiquei sem gasóleo... Oh Wimito, tens cheta pó comburente pá?
- Tenho. Posso sempre fertilizar mais dois ou três mealheiros.
- Ahh... Então buga lá comprar material incinerante aqui para o motor da charrua.
E lá foram. Só depois de muito snifar a plenos pulmões os vapores da gasolina que exalava dos tanques é que voltaram para o tractor, ainda no olho da tempestade, estacionado convenientemente ao lado de uma frondosa orvácea, que entretanto tinha pegado fogo. (Não vale a pena. Não está no dicionário)
- És uma fixe, minha vaca. Temos de snifar mais umas cenas... - e partiram os dois cada um à sua vida.
E foi apenas assim, com a sua amizade, que a vaca que passou no tractor, foi capaz de convencer este senhor.

Bom, para salvar a honra, e não a minha, este é o exemplo do que me acontecia se deixasse crescer o cabelo a este ponto. Foi disto que me lembrei. Mas até está bonito. E depois mostra personalidade, carácter. ( e também mostra outras coisas!!!) Um grande senhor, e um enorme, enorme economista ele é. outra vez nas palavras do Yoda e minhas).

Desejo Longa Vida ao Wim Duisenberg, e Vigor a Trichet.

Mimosa para a vaca, e Agros ao Professor Cavaco. Ah, e volta que estás perdoado. Dá a mão ao menino e leva-o pelos caminhos dos insondáveis mistérios da economia.

Mas que há por ali tónico capilar Couto, isso há, sem dúvida.

segunda-feira, maio 30, 2005

Durão Barroso no seu primeiro discurso na AR como PM

O Orador: — Por isso, quero sublinhar e explicar um ponto ao Sr. Deputado Manuel Maria Carrilho, que convém que todo o País também entenda: não há dinheiro para tudo! E esta é que é a questão: quando não há dinheiro para tudo, o que é que pode fazer uma família, o que é que pode um Governo? Ou se endivida ou poupa. Como já não nos podemos endividar mais, porque o Estado está endividado, a banca portuguesa está endividada e, como não vamos roubar, temos de poupar.

O Sr. Basílio Horta (CDS-PP): — Muito bem!

O Orador: — Será que isto é tão difícil de compreender?... Não vamos roubar; temos de poupar! Essa é que é a questão essencial. Por isso, rigor! Rigor no Estado, rigor nas empresas públicas, rigor na comunicação social! Esta é a nossa mensagem. E, por isso, vamos levar a cabo este esforço nacional de contenção e de modelo.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

sexta-feira, maio 27, 2005

Cosa c'è???

Non so cosa c'è scritto. capisco solo che parlate di calcio..benfica. beh, ora voi non capirete me...ma non resisto! Da interista non posso non commentare la bellissima partita del Milan mercoledì!!! :-))))Non so se avete visto la partita e le facce dei giocatori del Milan alla fine del primo tempo: sorrisi a 36 denti.E poi il miracolo: in 6 minuti il sorriso si è prima gelato e poi è scomparso. 3-3!!!!!!Rigori e il grande, bellissimo, bravissimo, pallone d'oro di sheva sbaglia il tiro. Se non siete dell'Inter (e non lo siete!) non potete forse capire la goduria. Ma se immaginate che il Milan è la squadra del nostro grandissimo e bravissimo Presidente del consiglio Berlusca....beh....chi sano di mente non gode a vederlo sconfitto???un bacio a tutti, in particolare a Marcelo. Chiara from Italy

terça-feira, maio 24, 2005

Amanhcer Violento

AMANHECER VIOLENTO


Após todas as emoções vividas na Invicta, mais propriamente no Estádio do Bessa e depois de uma viagem infernal até casa, caio finalmente na cama e adormeço.
Acordo ás 9.00 a.m. com a cara mais feliz dos últimos 11 anos, faço um pequeno flash back do que tinha vivido nas ultimas horas e o sorriso aumenta ainda mais, esfrego os olhos, espreguiço-me e ligo a televisão, escolho a sic noticias (passo a publicidade).
A curiosidade, hoje, era ainda maior: será que os super dragões durante a noite tinham construído fronteiras e proclamado o “ Principado dos Gunas que não sabem perder e alem de burros chapados a única frase inteira que sabem dizer é Pinto da Costa” ???!!!
mas não, deparo-me com a noticia que o défice ronda os 6,8%, volto a esfregar os olhos, era a realidade, começo rapidamente a pensar o porquê da escolha deste dia para ser transmitida tal noticia:
- Será que foi a pedido do Pinto da Costa de forma a tentar estragar este dia aos Benfiquistas???!!!,
- Será que o Sócrates é Sportinguista e andou a adiar .. adiar.. (o q é normal neste governo) a noticia de forma a estragar este dia aos Benfiquistas???!!!
- Será que era difícil esperar mais um dia e depois transmitir a noticia deixando os Benfiquistas felizes por mais um dia???!!!
Paro e presto atenção à noticia, reparo que o único dado novo é mesmo o valor do défice porque tudo o resto é velho: tentam-se apurar culpados que nunca irão ser encontrados; falam do que não se fez (ora obrigadinha isso ate eu sei); falam de medidas a aplicar que estão em qualquer manual de economia e finanças; e de novo??? De novo só mesmo: O BENFICA CAMPEÂO OLE OLE ehehehehe e que se lixe o défice…………..

segunda-feira, maio 23, 2005

E quê? Capotou foi???


aviãozinho Posted by Hello


Ai o trem de aterragem é ali? Se calhar o aviãozinho pensa que ainda está a voar.

Mas e quê? Capotou foi?

Ai que o diabo é tendeiro...


Avião Posted by Hello




Confirmam-se as piores expectativas. O piloto era uma mulher. Aliás pode-se ver que ela deu à costa ainda um pouco entorpecida. Lá calha.

Quem é que põe uma mulher a pilotar uma coisa destas? Hummm?!!!